sexta-feira, 2 de setembro de 2011

E o post dos 5 meses?

Frederico fez 5 meses dia 30, mas a mamãe não teve força nem energia para comemorar, nem para vir aqui fazer aqueles posts maravilhosos sobre cada mesversário... Por quê???

Não sei. Segundo a médica, por causa de uma depressão pós parto. Não acreditei no diagnóstico, nem vou tomar os antidepressivos indicados, porque se eu tiver que parar de amamentar por causa de remédios, aí sim, vou entrar em depressão.

Demorei muito para resolver escrever esse relato aqui. Mas a verdade é que já tem um tempo que estou muito diferente, buscando entender o que anda acontecendo comigo. Prefiro pensar que é apenas meu hipertiroidismo que voltou com tudo, meus hormônios em ebulição e que com uma nova dosagem do remédio tudo volte ao normal.

Eu já sabia que havia algo de errado, mas precisou a médica abrir meus olhos para que eu caísse na real. Talvez a volta ao trabalho tenha sido o puxar do gatilho, pois juntou o cansaço físico com um profundo esgotamento emocional que eu já vinha sentindo há dias. E, paradoxalmente, é lá no trabalho que eu me sinto melhor, mais disposta. Quando chego em casa, parece que toda minha energia é sugada, vivo continuamente irritada, chorando por qualquer motivo, apática e vendo coisas onde não há. Sei que estou perdendo uma fase linda do meu filho, e me culpo cada vez mais por isso. Não consigo mais curtir como antes, não consigo relaxar, vivo apreensiva, com medo. Só durmo se ele estiver na cama comigo, porque se eu deixá-lo no berço alguém pode fazer-lhe mal.

Quem vê de fora pode pensar que sou uma mãe desnaturada, que prefere trabalhar a ficar com o filho. Mas não é isso. É apenas uma vontade de não voltar para casa, de pegar o Fred e sumir para bem longe, coisa que eu deveria ter feito antes da licença acabar. Me arrependo muito de não ter ido ficar uns dias com minha família, talvez teria evitado que chegasse a esse ponto.

Hoje eu vejo que subestimei minha fragilidade de puérpera. Achei que passando os 40 dias do resguardo eu poderia voltar a tentar ser a super-mulher (se nunca fui antes, imagine agora!). Mas a verdade é que as emoções continuaram aflorando. E eu não consegui dar conta de cuidar de um filho, da casa, de um marido carente, de uma sogra doente e voltar ao trabalho! Só que em vez de admitir que não estava conseguindo, eu fiquei sufocando minhas emoções e frustrações, para não demonstrar ao Fred minha fraqueza. E cada vez que um grito não sai, quem explode é minha tireoide.

Por isso também resolvi dar um tempo aqui no blog. Vim hoje apenas para dar uma explicação, e desapontar as pessoas que me elogiaram no post anterior. Sei que esse espaço funciona como uma terapia para mim, mas no momento não tô conseguindo. Vou continuar acompanhando todas vocês, mas não vou postar. Eu fugiria totalmente do objetivo, que é registrar e compartilhar os bons momentos do Frederico. Quando a angústia passar e minhas palavras voltarem a ser doces, eu posto novamente.

Para terminar, palavras de Laura Gutman para que outras mães não cheguem ao ponto que cheguei:

"O que significa apoiar a maternidade?

Facilitar a fusão mãe-bebê, permiti-la e defendê-la. Para estar em condições de submergir na fusão, a mãe precisa se despojar de todas as preocupações mundanas. Deve delegar todas as tarefas que não sejam imprescindíveis à sobrevivência da criança: ou seja, tudo que não se refira a amamentar, ninar, acalmar, higienizar, alimentar e apoiar o bebê. (...) 

Quase tudo que chega do mundo exterior parece hostil à mãe, porque funciona em uma frequência muito elevada e veloz para a sutileza do recém-nascido e desequilibra o mundo emocional da mulher puérpera. As mães fusionadas precisam de um defensor aguerrido que lhes possibilite se retrair em sua função específica sem precisar se armar contra o que está do lado de fora. Toda energia usada para se defender é energia subtraída do processo de criação do filho. Concretamente, deve-se zelar para que a mãe e a criança disponham de silêncio e intimidade, para que circulem pela casa poucas pessoas ou apenas aquelas requeridas pela mulher e prover o ninho só do alimento, do conforto e da tranquilidade necessários."
GUTMAN, Laura. A maternidade e o encontro com a própria sombra.
Rio de Janeiro: BestSeller, 2010. pp. 129, 130. (grifos da autora)

Doce ilusão, não?!

Até logo!

25 comentários:

  1. ô minha querida, queria muitíssimo te dar algum conselho, dizer alguma coisa por experiência própria de superação, mas não posso, senão vou somente falar do que eu ainda não sei...
    Mas olha, tô torcendo muito pra que essa fase (cê sabe que é só isso, né? Uma fase..) passe logo, e vai passar, tenho certeza!

    Fica bem, tá?

    Um beijo bem grandão em vc e no Fred!

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  2. Fátima, fique com meus sinceros votos de melhoras. Que você possa tirar um tempo pra se cuidar e que isso passe rápido. Abraços!

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  3. amiga eu fico aqui torcendo para q vc melhore! e axo q vc deve colocar para fora suas angustias do q ficar se martirizando por dentro, saiba q pelo blog vc conquistou amigas, e nos estamos aqui para te ouvir, se quiser conversar, estarei sempre a disposição! bjs e ñ demora!

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  4. Tudo vai passar, não é por isso que acharemos que vc não é uma boa mãe. Pelo que pude te conhecer, pra mim, vc continua sendo uma mãezona!!! Mas ninguém é de ferro né? Se cuida direitinho que td vai melhorar! Beijoss

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  5. Amiga, é tudo muito novo, tudo muito confuso não se culpe eu acho que a maternidade nos traz muita insegurança muitas duvidas, e por mais que a gente queira não voltaremos a ser como antes..
    Fico triste que vais e ausentar, mas compreendo..
    Quando eu estava com sintomas de depressão pós parto uma medica me passou medicamentos naturais de farmacia de manipulação sabe,que não atrapalha na amamentação porque é natural, nos traz confiança, segurança, e outras coisas la..
    Se quiser te passo a receita dos florais.
    Se não, fique bem e volte logo!
    Um beijo!

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  6. oh amiga, não se deixe abater por nada, não pense em depressão e em nada dessas coisas, curta seu filho do seu modo, cuide de vocÊ!
    bjs

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  7. Oi Fátima, queria te dizer para vc tentar não se cobrar demais, não somos onipotentes e não dá para carregar o mundo nas costas! Faça o seu melhor e o resto vem com o tempo...Se tiver que chorar chore, se tiver que dar um tempo para vc, o faça, as vezes cansa aquela história da gente ser sempre forte e lutar lutar! Quando agente não consegue mudar uma situação o que podemos fazer é aceita-la, é muito mais simples falar do que fazer, mas não é impossivel! Se cuida, se fortaleça em fé, a tempestade vai passar...Beijos

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  8. Oi amiga!
    Muita força vc vai encontrar seu ponto de equilibrio e voltar com tuuudo!
    Dediquei um selinho pra vc, se cuida e muitas vibrações positivas. bjs

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  9. Fátima querida, o que dizer? Acho que todas nós mães de primeira viagem sentimos em vários momentos isso tudo que tu está sentindo. Vontade de largar tudo e fugir com nosso bebê. Não dar conta do recado, é tanta coisa e tudo tão novo. Como conciliar marido, casa, bebê? Como antes tudo parecia tão fácil e agora com a chegada do bebê vira tudo de ponta cabeça e ao mesmo tempo é tão melhor assim? Nos tornamos contraditórias o tempo todo! E os elogios continuam como no post anterior, não foi desapontamento algum, pelo contrário, mostrou o quanto tu é ainda mais forte e guerreira, uma super-mãe capaz de parar e pensar no que está acontecendo, para passar por isso e ser ainda melhor pro Fred, pra ti e para os que te rodeiam.
    Muita força pra ti minha amiga, sempre que precisar desabafar, conversar, estaremos aqui!
    Beijão

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  10. Ah! Fica assim não, gosto tanto deste teu cantinho!!!!! Até te linkei lá no meu blog
    mamaeonlinerelatosedicas.blogspot.com

    Força!!!!!!!!!!!!!

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  11. Oi, Fátima.
    Primeira vez por aqui, mas comovida com o seu relato. Espero de todo coração que a sua situação mude. Sei que falar parece fácil, mas vou deixar um conselho: procure alguém que te possa ajudar/apoiar. Como você mesma disse, não somos "super" nada. Portanto, pedir uma mão é mais do que natural e necessário.
    Força, força, força!

    Beijos

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  12. Fátima não sei muito o que dizer!
    Vou estar orando por você!
    Beijos

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  13. Fatima, desejo de coração que você fique bem e que tudo isso passe rapidamente. Sei que não é fácil mas Deus vai te dar forças para superar esse momento.

    Beijos no core.

    Flavi

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  14. Fá...nao estou acreditando ainda nisso....li ontem e me deu uma vontade enorme de te ligar, mas prefiro falar com vc pessoalmente....segunda vou atras de vc para conversar...fica bem....acho que sao muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo....depressão nao poderia ser...custo a acreditar.....bjus amiga.....

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  15. Fátima, essa questão é antiga amiga; as mulheres se cobram demais para serem super mulheres, darem conta de tudo da melhor forma possível, mas como aponta o texto que vc postou, isso é impossível! Tente ao menos não se cobrar tanto nesse momento, porque pode estar certa que essa cobrança é que leva a angústia. Faça algo só para vc, se gostar, eu indico massagem terapêutica; nesse momento vc precisa receber algo e não só dar... não sei se vc pode estar me achando inconveniente, mas como trabalhei com gestantes e puérperas, espero poder ajudá-la um pouco com minha experiência e também por ter muita empatia com vc.

    Não deixe de dar notícias.

    Bjs

    Sil

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  16. Na verdade eu não sei o que fala acho que nesse momento nada mais justo do que apoia e dizer que Deus é grande e que as coisas vão melhora e que tudo isso que vc está passando nada mais é do que um obstaculo para vc ultrapassar beijos melhoras e que Deus abençoe sempre a vc e a sua familia

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  17. Fátima me emocionei com seu depoimento e embora não passei por isso acho que muitas mães tiveram suas dificuldades, e seu post tb deve ter ajudado muita gente.... não pense que apenas as coiss boas devem ser faladas, pois o que vc passa é de fato um reflexo da dificuldade de se dividir em mil para ser tudo que gostaríamos quando na verdade devemos ser aquilo que podemos ser.... não se cobre muito.... o tempo é o melhor amigo! bjs

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  18. Oi Fátima,
    Você é uma mãe super amorosa e é uma querida, é que talvez vc esteja mesmo sobre carregada, vc acabou de voltar a trabalhar e ainda não se acostumou com a nova rotina. Vc e mais milhares de mães não são menos màes por ter de sair pra trabalhar. É natural que esteja se sentindo assim, é muita coisa nova, ser mãe, dona de casa, esposa, e trabalhadora tudo ao mesmo. O que pode te ajudar é escrever suas prioridades e atividades do dia pra não ficar com essa sensação de que não está fazendo tudo que poderia fazer. Vc é leonina né? rs Meu pai e irmão são do mesmo signo. Leoninos tem bom coração e acabam pensando nos outros e esquecem de si! Não perca seu precioso tempo pensando besteiras e não se deixe abater por elas. Vc é sim uma super mãe. Escreve coisas lindas pro seu pequeno e ele sabe o quanto vc o ama.

    bjs

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  19. Fátima, to achando q isso é depressão pós primeiro filho...fiquei exatamente assim com a Júlia!!! E tb fiquei mto sozinha, mta coisa na minhas costas, queria poder coloca la de volta na barriga, mesmo não tendo uma gestação tão agradável, era melhor do q aquele sentimento q eu tinha de Não vou conseguir! Ou medo de algo ruim acontecer com ela!

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  20. Nossa, Fá, fiquei muito surpresa. Mas espero que você consiga superar essa fase com força e garra, como você sempre demonstrou ter de sobra.
    Que Deus esteja com você.
    Força, amiga
    Bjão,
    Mamãe Ju

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  21. Amiga ta meio dificil a letra, mas vou escrever ver se você consegue la na farmacia de manipulação ta? Não interfere nada na amamentação, é totalmente natural, vai te trazer segurança, confiança, esses sentimentos, que nos faltam quando estamos triste.. qq coisa vc pergunta ao farmaceutico na farmacia ta?

    FLORAIS DE BACH
    walnut 2gts
    gentrano 2gts
    laich 2gts
    scleranfhus 3 gts
    red chetnut 2 gts
    centaury 3gts

    1 frasco de 30ml
    Tome 4gts sublingual 4x ai dia
    (jejum,almoço,jantar e deitar)
    espero que te ajude!
    Qq coisa me diz ta?
    Um beijo..

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  22. Amiga, isso vai passar... em breve. Estaremos aqui, torcendo por vc, orando por vc e aguardando o seu feliz retorno. Não se sinta mal com isso... cada mulher reage de uma forma, de uma maneira à maternidade. É assim que aprendemos, que crescemos. Mas Deus está no controle e te ajudará a crescer com essa experiência. Que Deus abençoe meu gatinho Fred!! E parabéns pra ele pelos 5 meses!!! Se cuidem. Bjsss

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  23. Fátima,
    Tu és forte e guerreira e vai superar isso antes do que imaginas, mas te permita te sentires frágil e reivindique atenção. Não somos super-heroínas, somos mães. E mães também tem medos, dúvidas, tristezas...
    Beijos

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